17/09 - Mais de 80 mil internautas podem ter sido infectados por site da Vivo
Criminosos injetaram um código malicioso no portal web da operadora de telefonia Vivo para disseminar um vírus. A página ficou pelo menos quatro horas contaminada na terça-feira (8). Os invasores fizeram com que os visitantes recebessem um aviso para executar um suposto plugin. Se a execução do “plugin” fosse confirmada, o computador do internauta era infectado por um cavalo de troia capaz de roubar senhas bancárias.
Em nota, a empresa divulgou: “a Vivo informa que os usuários que clicaram numa falsa janela de ‘warning security’ para execução de arquivo, é que podem ter tido o seu computador infectado. Portanto, a recomendação da Empresa é que usuários que tenham acessado o portal www.vivo.com.br no período de 16h07 de 08.09.2009 até às 00h50 de 09.09.2009, e que tenham executado o falso arquivo, evitem acessar sites de bancos até que façam uma verificação de segurança em seu computador".
O golpe foi descoberto por um administrador de redes da Unicamp, Miguel Di Ciurcio Filho. Ele visitou o portal da Vivo às 20h da terça e executou o falso plugin – no Linux – e estranhou o comportamento do site. Cerca de 30 minutos depois, notou alterações na pasta de usuário e verificou que a origem foi o portal da operadora. Como o ataque usou o Java, que é multiplataforma, o código tentou criar no Linux os mesmos arquivos do que no Windows, mas falhou.
O código responsável por disseminar a praga digital foi retirado do ar pouco depois da meia-noite, segundo comunicado da operadora. Não é possível saber quando exatamente ele foi colocado na página, mas os criminosos deixaram um contador de vítimas, segundo o qual 88 mil internautas foram expostos ao instalador do cavalo de troia.
Para roubar as senhas, o vírus editava o arquivo HOSTS do Windows para redirecionar endereços de banco a um servidor malicioso que hospeda páginas clonadas.
Após analisar o código malicioso, Ciurcio enviou um e-mail para os contatos de rede da Vivo e para a GTS-L, uma lista de discussão brasileira especializada em incidentes de segurança. Em seguida, publicou a mensagem enviada em seu blog, “O SysAdmin”, juntamente com fotos dos sites falsos para os quais usuários infectados são redirecionados.